Quando se fala em contratação no mercado jurídico, a primeira coisa que vem à mente é o currículo: formação, experiência, áreas de atuação, cases relevantes. Tudo isso importa, mas, sozinho, não garante nada. Um profissional tecnicamente brilhante pode durar poucos meses em um escritório se a forma como ele trabalha, se comunica e se posiciona não tiver nenhuma relação com a cultura daquele ambiente. E quando isso acontece, o problema raramente é visto como o que realmente é: uma falha estratégica na contratação.
O fit cultural costuma ser tratado como um “extra” algo que se observa depois, quase informalmente, em uma última entrevista ou em um café antes da decisão final. Mas a verdade é que ele deveria estar no centro do processo desde o início, porque é ele que determina se aquele profissional vai prosperar dentro da estrutura ou se vai se tornar mais um caso de turnover precoce.
Cada escritório tem seu próprio jeito de funcionar. Existem bancas mais hierárquicas, com processos bem definidos e cadeias de decisão claras. Existem escritórios mais horizontais, onde a autonomia é valorizada e a comunicação direta entre níveis é parte do dia a dia. Há ambientes mais formais e ambientes mais informais, times que trabalham sob alta pressão constante e outros que priorizam previsibilidade e equilíbrio. Nenhum desses modelos é melhor que o outro, mas um profissional que prospera em um pode simplesmente não se adaptar ao outro, independentemente da qualificação técnica que ele tenha.
É aqui que entra o papel da Santivo. Antes de qualquer indicação, existe um processo de entendimento profundo de como aquele escritório funciona de fato, não apenas o que está descrito em valores institucionais, mas como as coisas realmente acontecem no dia a dia: o ritmo de trabalho, o estilo de liderança, a forma como decisões são tomadas, o nível de autonomia esperado. Esse mapeamento é o que permite avaliar, do outro lado, se um candidato não apenas tem a competência técnica necessária, mas também o estilo de trabalho e os valores que se conectam com aquele ambiente específico.
O resultado prático disso é mensurável. Profissionais que se encaixam culturalmente se adaptam mais rápido, se engajam mais cedo, constroem relações de confiança com mais naturalidade e permanecem por mais tempo. Já os desalinhamentos culturais, mesmo quando o profissional é tecnicamente competente, tendem a gerar atritos silenciosos, queda de produtividade, desgaste nas relações internas e, eventualmente, uma saída que custa caro para reiniciar todo o processo de contratação do zero.
Por isso, fit cultural não pode ser tratado como um detalhe a mais na lista de critérios. Ele é, na prática, um dos fatores mais determinantes para o sucesso de uma contratação a longo prazo, e tratá-lo com a seriedade que merece é parte do que torna um processo de recrutamento verdadeiramente estratégico. ⚖️