Salário compatível com o mercado é pré-requisito, não diferencial. Essa máxima do recrutamento nunca fez tanto sentido quanto agora.
Em 2026, escritórios que tentarem vencer a guerra por talentos apenas na base do aumento salarial vão perder.
Não porque dinheiro tenha perdido valor, mas porque o que os profissionais mais qualificados buscam mudou e quem não percebeu isso continua oferecendo respostas antigas para perguntas novas.
Dados recentes de pesquisas globais de tendências de trabalho revelam um cenário claro: desenvolvimento profissional, flexibilidade, bem-estar e propósito superam o salário como fatores decisivos para a retenção de talentos.
Para escritórios de advocacia, que disputam perfis cada vez mais escassos, entender essa mudança é vantagem estratégica.
Neste artigo, você vai entender por que o salário deixou de ser a principal moeda de retenção, o que os profissionais mais valorizam em 2026 e como seu escritório pode se adaptar a essa nova realidade sem inflar a folha de pagamento. Segue a leitura!
O dado que derruba o mito do salário como protagonista
A pesquisa da plataforma global de RH Deel, divulgada em janeiro de 2026, identificou uma mudança profunda no comportamento dos profissionais ao redor do mundo: os trabalhadores não estão mais trocando de emprego apenas por salários mais altos.
O fenômeno foi batizado de “job hugging” (ou “abraçar o emprego”).
Trata-se da escolha consciente por permanecer na posição atual, não por lealdade cega à empresa, mas como resposta direta à incerteza econômica e à busca por estabilidade.
A pesquisa revela que a estabilidade superou a promoção como valor mais importante, marcando uma transição de uma cultura de ambição para uma cultura de segurança.
Outro dado significativo vem da Robert Half: **quase 70% dos profissionais aceitariam treinamento e oportunidades de desenvolvimento como alternativa a um aumento salarial.
Esse número sinaliza uma mudança clara de prioridades: os trabalhadores estão trocando ganhos de curto prazo por construção de capacidade de longo prazo.
No setor jurídico, especificamente, 59% dos profissionais manifestam interesse em oportunidades estruturadas de aprendizado em vez de aumentos.
Embora esse percentual seja ligeiramente inferior ao de setores como tecnologia (80%), ele ainda representa uma parcela significativa de advogados que valorizam mais o desenvolvimento do que o salário imediato.
O conceito de “salário emocional”
Uma das tendências mais discutidas para 2026 é o chamado salário emocional. O conceito, popularizado pelos relatórios da Deel, refere-se a tudo o que o profissional recebe além do contracheque:
– Flexibilidade de horário e local de trabalho
– Suporte à saúde mental e bem-estar
– Benefícios inclusivos (licenças estendidas, planos de saúde que cobrem dependentes diversos)
– Sensação de propósito e pertencimento
– Confiança e autonomia para executar o trabalho
Em um mercado de trabalho marcado por orçamentos apertados e incerteza econômica, os aumentos salariais deixaram de ser garantidos.
Para líderes de RH, isso transformou a retenção em um desafio criativo, não apenas financeiro.
Pesquisa da Clarify Capital com profissionais e gestores de RH revela que, ao buscar um novo emprego, os benefícios considerados inegociáveis pelos candidatos são:
– 42%: Plano de previdência/contribuição para aposentadoria
– 39%: Opções de trabalho remoto ou híbrido
– 37%: Horários flexíveis
Nenhum desses itens é salarial. São todos componentes do que passou a se chamar de pacote total de recompensas, e eles pesam cada vez mais na decisão profissional.
O papel do recrutamento nesse novo cenário
Aqui chegamos ao ponto central: tudo isso começa na porta de entrada.
Profissionais que valorizam desenvolvimento não se sentem realizados em escritórios que não investem em capacitação.
Profissionais que buscam flexibilidade não florescem em culturas de presença obrigatória.
Profissionais que priorizam bem-estar não permanecem em ambientes tóxicos, por mais altos que sejam os salários.
Por isso, contratar com base apenas no currículo e na pretensão salarial é estratégia fadada ao fracasso.
O alinhamento entre valores do profissional e cultura do escritório é o que determina se aquela contratação vai durar ou se transformará em novo turnover em poucos meses.
Na Santivo, acreditamos que entender o que realmente move o profissional é tão importante quanto avaliar sua capacidade técnica. Porque um profissional brilhante no lugar errado não entrega. E, pior, adoece e vai embora.
Conclusão
Os dados de 2026 são claros: salário é condição necessária, mas está longe de ser suficiente.
Profissionais qualificados buscam desenvolvimento, flexibilidade, propósito e bem-estar. Escritórios que oferecerem apenas dinheiro continuarão perdendo talentos sem entender por quê.
A guerra por talentos não se vence no contracheque. Vence-se na capacidade de construir ambientes onde pessoas que poderiam estar em qualquer lugar escolhem permanecer.
Seu escritório está preparado para reter os melhores profissionais? Ou ainda acredita que salário resolve tudo? A Santivo pode ajudar você a construir equipes alinhadas, que entregam mais e permanecem por mais tempo.
60% dos candidatos ficam sem resposta. E isso está custando caro para seu escritório.
De acordo com o site de carreiras Indeed, 60% dos candidatos alegam não receber retorno sobre as vagas para as quais se candidataram.
Para escritórios de advocacia, que disputam talentos em um mercado cada vez mais competitivo, ignorar esse dado é um erro estratégico com consequências financeiras e reputacionais.
Neste artigo, você vai entender por que a falta de retorno custa caro, como candidatos insatisfeitos impactam seus negócios e o que seu escritório pode fazer para transformar a experiência do candidato em vantagem competitiva. Segue o fio!
O silêncio custa caro em futuros processos seletivos
Quando um candidato investe horas preparando currículo, pesquisando o escritório e participando de entrevistas, ele cria uma expectativa legítima: a de que seu esforço será reconhecido com uma resposta, ainda que negativa.
A ausência dessa resposta não passa despercebida.
Pesquisas mostram que 72% das pessoas compartilham experiências negativas de candidatura, seja online ou com pessoas próximas.
Em um mundo hiperconectado, onde informações circulam em grupos de WhatsApp, LinkedIn e fóruns especializados, um candidato insatisfeito pode influenciar dezenas ou centenas de outros profissionais que você gostaria de atrair no futuro.
O fenômeno é ainda mais crítico no segmento jurídico, onde a reputação é construída em redes de relacionamento profissional.
O que seu escritório pode fazer agora
A boa notícia é que reverter esse cenário não exige transformações complexas.
Medidas relativamente simples podem reposicionar seu escritório como uma exceção positiva em um mercado marcado pelo silêncio.
Estabeleça prazos claros e comunique-os. Candidatos toleram melhor a espera quando sabem quanto tempo ela vai durar.
Informar, logo no início do processo, qual é o cronograma previsto para cada etapa reduz a ansiedade e a percepção de abandono.
E crie um canal de feedback. Segundo o Talentegy Candidate Experience Report, 68% dos candidatos estariam dispostos a dar feedback sobre o processo seletivo se fossem convidados.
Perguntar o que acharam da experiência não apenas gera insights valiosos para melhoria contínua, como também transmite a mensagem de que a opinião do candidato importa.
Tratar bem seus candidatos também é um diferencial competitivo
Em um mercado onde 60% dos candidatos não recebem retorno, seu escritório pode se destacar simplesmente fazendo o básico bem-feito.
Como observa Kelli Hrivnak, recrutadora especializada em employer branding, “sua marca empregadora não é o conteúdo da sua página de carreiras. É o que funcionários e candidatos dizem sobre sua empresa, seja factual ou percepção”.
Como a Santivo pode ajudar
Na Santivo, acreditamos que a experiência do candidato começa muito antes da contratação, e continua depois dela.
Ajudamos escritórios a estruturar processos seletivos que comunicam, em cada etapa, os valores e a cultura da organização.
Porque um candidato bem tratado, mesmo quando não contratado, é um ativo de longo prazo para sua marca.
Seu escritório quer atrair e reter os melhores talentos do mercado jurídico? A Santivo pode ajudar você a construir processos seletivos que respeitam candidatos e fortalecem sua reputação.